Sábado

circunferência de imprensa


Tom Waits Press Conference from Anti Records on Vimeo.

Quinta-feira

Os dias contados


A voz do PM aparece aos ouvidos da polícia, supõe-se que cheia de genica mesmo que em modo de sussurro, numa investigação a Armando Vara. Acredita-se que o conteúdo das conversas possa ser relevante em termos de matéria criminal - caso contrário estas não teriam de ser anuladas, seriam simplesmente ignoradas, material desprezível.

Um cidadão-fulano-de-tal, 'encontrado' em escutas legais relativas a outro cidadão poderia gerar, a partir daí, uma linha de investigação, autónoma ou paralela ao caso em apreço? Julgo que claro que sim, a menos que a tal da Justiça fosse convenientemente cega, literalmente cega, sem metáforas filosóficas. Mas se o cidadão em causa for fulano-PM-de-tal, subverte-se o princípio da coisa constitucional, a bem da nação que, frágil e sempre na iminência da orfandade, parece não poder dar-se ao luxo de parar, ouvir e ver. Não ouvir, olhar e não ver, não parar. Nesta imensa passagem de nível sem guarda, vamos ser colhidos a grande velocidade, mais tarde ou mais cedo, sem milagres que nos resgatem à amálgama da sucata pantanosa. Ou então somos os peixes que, com 3 gotas de água nas imediações, pensam 'até agora tudo bem, com sorte morremos no sono'.

Restam os factos, a face oculta e o rabo de fora. Siga.

[img: Ric Stultz]

Quarta-feira

hic! et nunc

Isto não são soluços, são soluções.

Terça-feira

Cronenberg

Por aqui e ali.

Domingo

fim do fim de fds




fim de fds







Sábado

Bem se precisa...

Movimento pelo Cineclube do Porto
[petição online]

Sexta-feira

O Conservador

Recomenda-se muito o Manual De Civilidade Para Meninas de Pierre Louÿs, ilustrado por Pedro Proença na edição Fenda. Há certos e [sobre]determinados costumes que ameaçam esvair-se em poeira  na fricção tectónica dos tempos modernos. E que urge preservar.

Quinta-feira

Olhá novidade fresquinha



Quarta-feira

O Albatroz

Por mera brincadeira, os homens de equipagem
Caçam enormes aves do mar, albatrozes
Que, indolentes, costumam seguir a viagem
Do navio percorrendo abismos tenebrosos.

Assim que sobre aquelas tábuas são largados
Os reis do céu azul, envergonhados, trôpegos,
Deixam cair, humildes, as imensas asas,
Que arrastam pelo chão, como remos já soltos.

Como está mole e frouxo o alado peregrino!
Ele, que tão belo foi, ei-lo cómico e feio!
Um espicaça-lhe o bico, usando o seu cachimbo,
E um outro, coxeando, imita o pobre efermo!

O poeta é igual ao príncipe das nuvens
Que se ri do arqueiro e afronta a tempestade;
Exilado na terra e no meio dos apupos,
As asas de gigante impedem-no de andar.

[C. Baudelaire, As Flores do Mal]